1 de novembro de 2011

Carol e a BD


A minha filhota do coração recebeu pela 3ªvez o 1º premio do Festival de banda Desenhada na categoria do 4º anos lectivo de todas as escolas do Municipio.

No passado sabado foi a entrega do prémio nos Recreios da Amadora.

Estava ansiosa. Em casa preparou-se condignamente e à altura dos mais ilustres convidados.

Na plateia um grupo de fãs(familia e amigos) aguardavam a chamada ao palco.

Chegada a hora, subiu ao palco, muito segura de si e levou 2 beijinhos do vereador da cultura que lhe entregou o distinto premio. São vários livros infantis, alguns de banda desenhada e ainda um cheque que vai ser entregue posteriormente no Dolce Vita Tejo.

Depois seguiu-se um espectáculo de trapezistas, por sinal muito engraçado e no final entregaram os premios nas restantes categorias.

O mais engraçado é que a escola dela arrecada todos os anos a maior quantidade de prémios, há quem diga até que é a Antonio Arroio dos mais pequenos.

Ontem fomos ver a exposição no Forum Luis Camões na Brandoa, onde se encontram expostos os desenhos originais e estivémos à conversa com o Director da BD. Ele levou-nos até à sala infantil e explicou-lhe por que razão foi premiada. Achei muito giro, porque os profissionais reparam nos pormenores que nós não nos apercebemos e como isso é valorizado. Ela tem a noção de distâncias e perspectivas o que não é vulgar nesta idade. Para além de ter a capacidade de sintetizar uma historia em 6 quadradinhos, noção de sombras e ambientes, até os reflexos das pessoas na água que conseguiu fazê-los disformes tal como são.

Desde muito cedo, apercebemo-nos que ela gostava de desenhar e fazia-o muito bem. na escola as professoras sempre elogiaram os trabalhos desde muito pequenina, e o mais engarçado é que ela tem a necessidade de se expressar através do desenho. Por exemplo quando me chateio com ela, vai para o quarto e faz um desenho sobre aquilo que aconteceu. Lembram-se do desenho que ela fez quando tinha 5 anos e eu me chatei com ela na rua? Pôs o ambiente todo enraivecido com ela, eu, carro, as nuvens, o sol e ela no centro a chorar com uma coroa e uma varinha de condão.

Gostava que ela mantivesse este gosto e se possivel o fizesse apenas em paralelo e como hobbie, porque este país não tem nada para oferecer aos artistas, nem aos que não são.