31 de julho de 2010

Ferias merecidas


Pois é, oficialmente entrei hoje de férias.

Quero aproveitar para descansar, ler, passear e essencialmente estar em familia. Venha de lá um solinho, não em excesso, pois estou branquela até dizer chega.

Tenham umas boas férias!

Jokinhas e fiquem bem

P.S. Não, não vou para o Bali! Mas tenho pena! Ora se tenho!

30 de julho de 2010

Ainda António Feio

"Apreciem cada momento agradeçam e não deixem nada por dizer, nada por fazer..."

Obrigada António Feio

E como alguém dizia:

"Pessoas como o António não morrem! Ele foi só comprar tabaco!"

António feio *


Hoje de manhã quando cheguei ao trabalho foi a 1ª noticia que me deram. Morreu o António Feio. Ninguém está preparado para ouvir essa noticia, por mais que se diga que estava doente e qua sa coisas estão mal, ninguém quer ouvir isso. Ninguém se prepara para morrer e deixar morrer.

Há ano e meio soube que tinha cancro. Mas o que o assustava não era a morte, mas sim viver mal. O seu lema: “a vida é para saber aproveitar”.

Excelente actor. Excelente ser humano. Um lutador.

Foi cedo demais para morreres.

Fazes-nos falta António.

28 de julho de 2010

22 de julho de 2010

IPPONforLIFE de Tiago Alves

IPPONforLIFE: Palavra para difinir o CANCRO:

"Caminho para a luta
Agarrar a vida
Nunca desistir nem baixar os braços
Combater com unhas e dentes
Resistir à dor e ao sofrimento
Olhos sempre postos na confiança"

"Este é o meu Ippon for life"

Estas foram as palvras sábias de Tiago Alves, o Judoca de 18 anos que ontem partiu!

E que a a todas nós deixou uma lição de vida.

Descansa em paz miudo!

20 de julho de 2010

Quando eu era bébé


Adoro esta foto! Especialmente o olhar ternurento dos meus pais enquanto me pegam ao colo. Eu aconchegada naqueles braços, sentia-me protegida e amada. Apesar de minuscula, nada de mal me podia acontecer.

A minha mãe tinha 22 anos, o meu pai 29 e amavam-se muito.

Já fui muito feliz aqui...


Eis aqui algumas fotos de quando eu tinha 9 ou 10 anos. Os fins de semana eram passados em casa dos meus tios na Parede. Eles tinham um grande jardim à volta da casa e eu e os meus primos adoravámos andar por ali a brincar. Por vezes tinham coelhos e patos e cada um de nós adoptava o seu preferido. Lembro-me que o meu era um coelhinho branco que fazia as delicias de toda a miudagem. Passeávamos no jardim do Estoril e fazíamos praia na Parede, na altura ainda não se sabia o que eram arrastões. Éramos livres e felizes. Tenho muitas saudades daquele tempo, muitas mesmo!

7 de julho de 2010

Nem tudo o que parece é!



Quem ler os meus 2 ultimos posts, pode pensar que a minha vida corre às 1001 maravilhas. Sim, provavelmente também eu pensaria o mesmo. Mas de facto não é verdade. O drama agora é outro que, apesar de não se prender com a saude pode interferir nela. Algumas de vocês já o sabem. Desde Fevereiro que o meu marido com 42anos ficou no desemprego, esse flagelo nacional.

Numa manhã de Fevereiro quando tudo parecia bem, o Departamento de Arte e Comunicação da empresa onde esteve 14 anos, com 7 colaboradores, foram chamados à Administração. Passadas 2 horas ligou-me. "Fomos despedidos. Despedimento colectivo". O tecto desabou de novo! E inevitavelmente vieram as mesmas questões: O que é que eu fiz para merecer isto? Não era já tempo de ter descanso?

E naquela manhã a vida mudou de novo.

Despedimento colectivo não foi bem o caso. Porque a Directora que auferia um ordenado 3 vezes superior aos outros e uma colega que é "baby-sitter" dos filhos dela ainda lá continuam. Pelos vistos, o argumento da inviabilidade financeira só se encaixava nos 5 colaboradores. Outros valores se ergueram, não tenho duvidas!

Talvez se devesse aplicar a lei de Fafe, pelo menos aliava o stress e com sorte ficavam com algumas cicatrizes para o resto da vida.

Designer Gráfico de profissão, experiência no ramo há mais de 20 anos e com um nivel de profissionalismo lisonjeado por muitos, não foram factores suficientemente fortes que justificassem a continuação do posto de trabalho.

Depois a partir daí, como podem imaginar muitas outras coisas vieram. Primeiro o choque. Depois a revolta. E agora a sensação de impotência perante a conjuntura nacional.

Quando falamos de alguém com 40 anos pensamos automaticamente, é novo. Pois na verdade não é bem assim. Somos novos de facto e ainda nos sentimos capazes de milhentas coisas. Temos experiência, temos! Mas de que vale? O mercado de trabalho quer gente nova, acabada de sair das faculdades para lhes pagar uns míseros 500 ou 600€. Não nos quer porque saímos caro, porque o know-how vale dinheiro e o dinheiro está caro. Assim, por cada um que vem para a rua, metem 4 ou 5 estagiários pelo preço do primeiro. Deixámos de ter rosto e passámos a ser números numa folha de excel.

Passaram 5 meses e após inumeros e incessantes respostas a anuncios, nada acontece. Nem se dignam a responder um "Lamentavelmente..." As empresas fecham-se e não querem assumir mais encargos quando se vive em alegada austeridade.

Entretanto, o tempo passa, a frustração é cada vez maior e involuntariamente a familia é atingida. Em casa o ambiente torna-se sufocante e as conversas giram sempre à volta do mesmo. Não há paciência para nada, nem para ouvir a filha, que infelizmente apesar da tenra idade já viu acontecer demasiadas coisas à mãe e ao pai.

As frases "Acabaram com a minha vida" e "Nunca mais vai ser o mesmo" já fazem parte do dia a dia.

Quanto a mim, estou de pedra e cal reunindo forças onde não tenho. Falando com abc, enviando CV's, retomando contactos que podem ser úteis, mas até agora nada. Tento dar-lhe o apoio que me é permitido mas não faço milagres. Tenho receio por mim e pela minha saude e sinto-me perdida no meio desta "tempestade".

Enquanto isso, continuo a agradecer todos os dias por estar viva e peço forças para seguir em frente. Porque nada nem ninguém me proibe de sonhar!

Se souberem de alguém que ainda acredita nas pessoas com 40 anos, pf digam alguma coisa porque lá em casa existe alguém que quer trabalhar.

Obrigado!

5 de julho de 2010

Na praia com as amigas



E como já disse, este fim de senana foi dedicado às minhas amigas.

Depois do reencontro das "3 magnificas", sábado foi dia para as outras 2 magnificas, amigas também há mais de 20 anos. Conhecemo-nos em 1986 durante o curso e felizmente desde essa altura que mantemos contacto.

Desta vez, combinámos almoçar e passar o dia na praia com as respectivas familias. Levámos a miudagem toda e éramos mais que as mães. Almoçámos um peixinho grelhado em Setubal e depois fomos até à praia de Galápos. Os miudos estiveram sempre na água e divertiram-se imenso. Nós as 3 pusémos a conversa em dia e os homens falaram da crise e de futebol.

Já era quase noite quando saimos da praia. Jantámos um choco frito em Vendas de Azeitão e ainda fomos atè ao baile. De regresso a casa, a Carol e o Afonso (meu sobrinho) fizeram o soninho dos justos.

Foi um dia muito bem passado e os miudos adoraram. E nós as 3 rimos à brava! Adoro estas cágadas, nome de guerra!

A amizade é isto, simples e duradoura.

P.S. O lanchinho da Márcia era um espectáculo!

Amizade



Este fim de semana foi dedicado à amizade.

6ª feira passada fui jantar com 2 amigas que já não as via há quase 20 anos. Incrível não é! Parece impossivel como é facil as pessoas separarem-se sem haver razão aparente, apenas porque cada uma seguiu o seu rumo.

Fomos amigas durante anos e anos, éramos inseparáveis, passávamos férias juntas, fizémos loucuras incríveis, chorámos e rimos juntas. Toda a nossa adolescência foi vivida em comum, por isso temos memórias dos nossos tempos que nada nem ninguém apagará. Depois, veio o trabalho e a familia e durante anos deixámos de saber umas das outras.

Foi na festa de liceu que retomei o contacto com uma delas. Olhámos uma para a outra e gritámos" Mariana! Isabel! Não acredito!!!!! e abraçámo-nos como se fosse a ultima vez!

Depois o facebook fez o resto. Cruzámos contactos, adicionámos amigos e lá apareceu a Cristina. Fixe!

Sexta feira, tinhamos encontro marcado numa pizzeria do Vasco da Gama. Quando nos vimos, nem queiram saber, foi maravilhoso! Imaginem o que é 3 galinhas que não viam há séculos a porem a escrita em dia. Esquecemo-nos donde estávamos, viajámos pelos anos e fomos a milhentos sitios, relembrámos as nossas loucuras e alguns namoradinhos de ocasião, outros mais sérios.

Fechámos o restaurante e pedimos ao Senhor para registar aquele momento com as camaras fotográficas.Depois seguiu-se a esplanada de um bar, também fomos as ultimas. Depois demos continuidade à conversa já dentro do carro estacionadas num parque da Expo. E depois, ahh..., depois cada uma foi para a sua casa já perto das 6h da manhã, já quando raiava o dia.


E jurámos que nunca mais nos separávamos.

Foi mágico! A amizade é mesmo assim!