24 de abril de 2009

Será a vida simples ou simplista?

Tenho andado um bocadinho ausente, mas no entanto estou atenta a todas vós e sei que as coisas estão bem de uma forma geral, apesar do herpes da Gigi e da queimadura da Liliana. É só uma questão de tempo, não fossem elas umas vencedoras.

No blog da Nela, vi o video com a Simone e os testemunhos das nossas estrelas Rosa Esperança. E digo-vos de coração aquilo que já vos disse outras vezes, vocês são mulheres de grande valor e um farol nas nossas vidas. A vossa coragem e esperança renovam-nos o espirito e dão-nos alento para seguirmos em frente.
Quanto à Simone, é uma referência. Uma força da natureza. Deve ter passado pelos medos e angústias tal como nós, mas olhou o bicho de frente acreditando que seria mais forte que ele. E venceu!

Felizmente existem muitas outras "Simones", que tal como ela, não têm medo de chamar as coisas pelos nomes. Agarram o touro pelos cornos e olham para cima. E muitos se interrogam: De onde vem essa força? Não sei. Talvez porque gostam demasiado de andar por cá e de abraçar e beijar quem mais amam. Gostam de acordar todas as manhãs e entrar no quarto dos seus filhotes e vê-los ainda a dormir. E apetece-lhes ficar ali, a olhar para eles, desfrutando da serenidade que aquele momento oferece.

Porque gostam do calor do sol, do barulho da chuva e do cheiro do mar. Tornam-se básicas. Gostam simplesmente do mais simples. Olham para a essência em vez do acessório. Talvez porque viram a morte ali ao lado e viraram-lhe a cara.

Passam a relativizar as coisas. Aquilo que anteriormente seria um problema, agora é só um pequeno aborrecimento.

Mas depois surge aqui um "gap". Quem está ao seu redor não está na mesma sintonia. Não têm esta visão tão simples das coisas. Valorizam e potenciam aquilo a que chamam "problemas" e alimentam o superfluo. A ideia de que vivem assoberbados de problemas é um lugar comum e já não sabem viver de outra forma. Não abdicam do conforto e não querem ouvir falar daquilo que os incomoda. Renunciam à beleza das coisas simples em prol das coisas materiais. Deixa de haver lugar para sentimentos e emoções. Isso é coisa de gente fraca.

Resultado...fecham-se na sua concha e esperam que passe.

Afinal, estamos cá para ser felizes! Não me disseram é que tinha de ser assim...

22 de abril de 2009

Ajudem a Marta

A Marta precisa de ajuda...

A Marta tem 4 anos e leucemia.

Precisa de encontrar um dador compatível.Ajudem, por favor.

http://ajudaramarta.blogs.sapo.pt/

12 de abril de 2009

Há 2 anos atrás

Fez hoje 2 anos que fiz a mastectomia.

Não era Páscoa. Provavelmente nesse ano nem me lembrei de tal coisa. Todos os meus pensamentos estavam focalizados na minha cura e queria ver-me dali para fora. Não faço questão de recordar passo a passo o que foram aqueles dias, passaram e acabou.

Saí dali sem uma mama, é certo, mas eu sou mais do que isso. Nunca permiti que a mama se sobrepusesse à sua própria condição.

Depois veio a história envolvida de um certo romantismo. "Filha, a maminha estava doente e teve que ficar no hospital para ser tratada, quando estiver boa, vamos lá buscá-la".

Volvidos estes 2 anos, a Carol ainda pergunta: "Mãe, quando é podemos ir buscar a maminha?"

6 de abril de 2009

Rosa Esperança


Ontem fui com a Mafalda e o marido ver a peça autobiográfica Rosa Esperança no Cine Teatro de Rio Maior.

A Mafalda , ainda antes de se sentar, virou-se para mim e disse: prepara os lenços que isto vai dar para o torto. E eu respondi: Talvez não.

Bem, foi logo assim que levantaram o pano. Eu e ela desatámos num pranto que durou o espectáculo todo. Não havia lenços que chegassem. Encostámo-nos uma à outra e deixámo-nos ir. Aquilo era de todas nós. Os medos, as angustias, os pensamentos, os vómitos e a queda de cabelo. Todas nós passámos por lá. Aquele grupo de mulheres era a nossa voz. Voz de medo mas também de esperança.

No final, levantámo-nos numa ovação colectiva. E conseguiamos ver os rostos molhados dos mais novos aos mais velhos, homens e mulheres. Talvez porque o cancro já tivesse tocado de alguma forma cada vida que ali estava.

Depois a Cinda levou-nos aos camarins para abraçarmos as nossas queridas amigas e dizer-lhes que estiveram magnificas.

Obrigada pela coragem e ousadia de trazerem a publico, um assunto que, infelizmente ainda é tabu para muitos.

Obrigada a todas e obrigada ao comandante que as dirigiu tão bem.

3 de abril de 2009

Parabéns à nossa Gosma 2 - Cris J


Desejo-te muitos anos de vida, com tudo aquilo a que tens direito, saude, paz, amor, alegria, dinheiro, comes e bebes!
Diverte-te hoje e todos os dias!

E nós por cá!
Um xi apertado.

2 de abril de 2009

Cancro da mama: Da blogosfera para o palco, "Rosa Esperança" estreia sábado em Rio Maior


Santarém, 02 Abr (Lusa)

Sete mulheres, nenhuma delas actriz, expõem-se, a partir de sábado, em palco, num espectáculo de emoções, resultado de muitas sessões de partilha sobre a experiência traumática de uma doença que foi comum a todas, o cancro da mama."Rosa Esperança" é o resultado de um trabalho a que Rui Germano, advogado, vereador na Câmara de Rio Maior e encenador, se decidiu dedicar nos últimos meses, depois de uma amiga ter vencido a luta contra o cancro da mama e de outra ter sucumbido à doença.Estas experiências, disse hoje à agência Lusa, permitiram-lhe "fazer a ponte" para uma situação vivida há 26 anos, na sua infância, quando a própria mãe, Cacilda Germano, hoje com 68 anos e uma das "actrizes" da sua peça, viveu a luta contra a doença.Através do blogue criado pela amiga vitimada pela doença, Cláudia, http://superglamorosas.blogspot.com/ , Rui entrou em contacto com o grupo de mulheres que, sendo de vários pontos do país, se começaram a encontrar aos domingos à tarde, em Rio Maior."Os nossos primeiros encontros foram essencialmente conversas, perceber quem eram, partilhar vivências", num processo, iniciado em Outubro, mês emblemático da luta contra o cancro da mama, que permitiu constituir "um núcleo duro" de sete mulheres que queriam avançar com a peça.A esse "núcleo duro" - Cinda, de Ovar, Alda, das Caldas da Rainha, Manuela, de Alcobaça, Manuela e Carla, de Lisboa, e Cacilda e Cristina, de Rio Maior - acabaram por se juntar outras mulheres que foram tendo conhecimento da experiência e que, sem quererem participar na peça, foram aparecendo e dando o seu testemunho.Rui Germano sublinha que Rosa Esperança "não é uma peça de teatro, é um projecto" em que estas mulheres, que "não são actrizes, nunca quiseram subir ao palco", se "revelam e partilham".Para já, o espectáculo tem sessões marcadas no cine-teatro de Rio Maior para os dias 04, 05, 11, 12, 18 e 19 de Abril (sábados às 21:30 e domingos às 17:00) - com a estreia já esgotada - e no Cine-teatro de Alcobaça para 02 de Maio.Como uma das "actrizes" vai precisar de tempo para fazer a reconstituição mamária, Rui Germano espera que, a partir de Setembro, o grupo possa iniciar uma "mini-tournée" pelo país, tendo já contactos de várias cidades.A intenção é "andar na estrada ano, ano e meio", fazendo coincidir o final das apresentações com o lançamento de um livro sobre o projecto que a jornalista Manuela Goucha Soares aceitou escrever, adiantou.Sendo uma produção da "Quem Não Tem Cão - Oficina de Artistas", o projecto envolveu, além de inúmeras mulheres e homens, a escola Oficina da Imagem, que permitiu a edição de meia centena de fotografias das "actrizes", feitas em estúdio, e que vão ser expostas em Rio Maior a partir de dia 12.Por outro lado, 11 fotos com 1 metro por 0,70 vão "andar pela cidade" neste período, para chamar a atenção para o projecto.O espectáculo termina com um quadro final, resultado de um desafio lançado a sete costureiros/estilistas - Augustus, Cristina Lopes, Fátima Lopes, João Rolo, Luis Buchinho, Nuno Gama e Rafael Freitas."Queremos deixar uma imagem de 'glamour', que estas mulheres não perdem, ter um final cheio de charme", afirmou Rui Germano.

MLL.Lusa/fim

1 de abril de 2009

Fim de semana no Zezere vs Concerto Just Girls vs Aniversario Carol "Give me 7"!








O fim de semana passado resolvemos dar uma fugida até ao Zêzere. Conhecia mal aquela zona e de facto valeu a pena. Ficámos no simpático Hotel da Montanha em Pedrogão Pequeno e andámos por entre vales e montes para conhecer bem a região, tanto pelas magnificas paisagens como pela gastronomia. Recomendo o restaurante "O Mocho" em Figueiró dos Vinhos" pelas iguarias e simpatia do empregado.

Não quis faltar à promessa com a Carolina e andámos de buggy com um vento cortante que se fez sentir todo o fim de semana.

Conhecemos uma aldeia de xisto espectacular chamada Casal de S. Simão e tivémos uma aventura de carro nesse dia que nem vos conto. Basta dizer que tinhamos acabado de almoçar e rapidamente fizémos a digestão. Esta malta pensa que tem um jipe!

No domingo e já de regresso, passámos por Dornes, uma terrinha à beira da barragem de cabril, lugar privilegiado para os amantes de canoagem.

Fizémos a viagem até Lisboa num ápice porque às 18h00 eu e a Carol tinhamos bilhetes para o Concerto das Just Girls no Campo Pequeno. E não faltámos. Encontrámo-nos com mais 2 mães e respectivas filhas e entrámos as 6, prontas para dançar e cantar. Afinal estávamos ali para isso, para nos divertirmos. E devo dizer que assim aconteceu. As miudas deliraram e as mães também. Foi o 1º concerto da minha Carol e não é que a miuda se dá bem nestas andanças!

O Campo Pequeno estava cheio. Crise? Qual crise? A crise é como a gripe das aves, só alguns é que a apanham" palavras certas de M. Sousa Tavares.

Giro, giro foi ver alguns pais (homens) sentados, muito compostinhos com um olhar que adivinhava o "Tirem-me daqui".

Eu adorei, sou mesmo uma básica!

Depois na 2ªf., dia 30 Março foi o aniversário da Carol, 7 anitos. Passámos o dia fora e ao final da tarde recebemos a visita dos avós, tios, primos e amigos que deu lugar ao convivio e a Carol apagou as 7 velinhas airosamente colocadas sobre o bolo de chocolate.

Muitos anos de vida, minha Flor!