23 de março de 2009

A vida, nua e crua


Na passada 6ªf. tive com a consulta de oncologia no Hospital da Luz. Acho que é sempre bom ter um acompanhamento em paralelo. O médico foi-me referenciado por uma amiga minha e decidi conhecê-lo. Houve desde logo uma empatia reciproca e as 2h e meia passaram sem eu me dar conta do tempo. É uma daquelas pessoas, tal como ele disse, "básica", i.e. simples no trato, ouve o doente e fala de forma a que todos possam entender. Diz que é fundamental o doente sentir-se confortavel com o médico e para isso tem de haver confiança de ambas as partes. Analisa o estado psicológico do doente, que segundo as suas palavras, "o estar bem" é tão ou mais importante do que as quimios ou herceptin's.

Depois de falarmos da parte fisica e das minhas queixas nas articulações, que parecem ser consequência dos tratamentos, e de ter visto os exames e analises, éis a fundamental e singela questão: Que tal a psique?

Pois..., essa questão já vive comigo há 15 anos. E depois contei um pouco da minha vida (não tão detalhada)...

Venho de uma familia simples, composta por mãe, pai e irmão. A minha relação com o meu pai nunca foi boa. Sempre foi um pai ausente, bastava pagar as contas da casa e da educação para cumprir o seu papel, acreditava ele. A nossa mãe era o pilar da casa e da familia. Era ela que nos dava a educação e o amor, o carinho e nos ouvia quando vinhamos da escola e já mais tarde quando eu chegava do trabalho e fazia o relato da minha jornada.

Quando eu tinha 24 anos, o meu irmão 14 e a minha mãe 46, foi-lhe diagnosticado um cancro da mama. A partir daí foi um caos. O meu pai arranjou outra mulher e decidiu ser um carrasco para nós, principalmente para a minha mãe, de tal forma que me é dificil passar para palavras o comportamento vil que ele teve durante 3 anos e meio. No entanto, descrevo apenas uma ou outra passagem para terem uma ideia do cenário dantesco.

Nas visitas ao hospital, dizia-lhe "agora vou ter com a outra, porque tu já estás a morrer". Um dia a minha mãe ligou-me e chorava ao telefone, "o pai escondeu a comida toda do frigorifico para eu não comer, diz que quer que eu morra depressa". Nesse dia vim a correr para casa e discuti com ele e ele bateu-me e só o meu irmão é que me livrou das mãos dele.

Quando entrava no quarto dela dizia, "quando é que morres? Despacha-te!"

Eu vivi este pesadelo 24h por dia. Mas nunca a abandonei, nunca! Fui com ela aos tratamentos, estava presente nas consultas e ouvi algumas palavras de esperança, mas poucas. O meu irmão era miudo e não queria ver a mãe sofrer, por isso só vinha a casa para comer e dormir. O meu pai só aparecia à noite e era um inferno. Eu tentava conciliar o meu tempo entre o trabalho e a assistência necessária à minha mãe. Uma vez ligaram-me para o trabalho para eu ir depressa que ela tinha tentado suicidar-se. Não sei como cheguei a casa, sei que não sentia as pernas e chorava compulsivamente todo o caminho. Ambulância, hospital, isto aconteceu várias vezes. O estado dela ía piorando e eu lá estava para prestar todos os cuidados que conseguia. E estava sózinha, profundamente sózinha. Andava sob o efeito de calmantes e mesmo assim tinha ataques de pânico. As minhas tias que viviam na mesma rua não quiseram saber. Não queriam sofrer e por isso evitavam ir a casa. Todos se protegeram, o egoismo falava mais alto. Passaram 3 anos e ela era doente terminal. Da ultima vez que foi a Odeceixe ver a minha avó, mãe dela, até esta discutiu com ela por causa de umas partilhas. Viémos embora naquele minuto e veio a chorar o caminho todo. Todos lhe viráram as costas, porquê? Não sei e nunca vou perceber, era demoniaco, não encontrava explicação para aquilo estar a acontecer. Ela sempre foi uma mulher altruista, sempre foi amiga dos irmãos e de toda a familia. Ajudava todas as pessoas que estavam ao seu redor. Amiga e boa colega.

Depois o pior. Morrer no hospital ou em casa e eu respondi ao medico: em casa, ao pé de mim, sem sombra de duvidas, eu quero a minha mãe sempre comigo até ao fim! A partir dali, é dificil contar-vos. Foram 3 semanas dum sofrimento tão grande, mas tão grande que não há palavras. Vim para casa de assistência à familia e fiz o melhor que consegui, sabia como ía acabar, ou pelo menos achava que sabia. Mas nunca se sabe. Foi à cama e nunca mais se levantou. Entregou-se, tinha decidido morrer e depressa. Deixou de falar. Eu tratava dela. Lavava-a. Dava-lhe de comer, enquanto ela quis, porque depois recusou-se e era muito dificil alimentá-la. Mudava-lhe a fralda. lavava-lhe os dentes. Penteava-a. Queria que ela estivesse sempre bonita. E ainda estás, mãe! Por fim já estava a oxigènio.

Nessa noite, os enfermeiros disseram que era a ultima. Vieram os meus tios e estavamos todos juntos às 6:00 da manhã. Ela partiu e naquele mesmo instante deixou cair uma lágrima e eu "aterrei" em cima dela, não aguentei.

Nunca viajou. Ela dizia que gostava de ir à Madeira, mas nunca foi. Nunca saiu do "buraco". Humilde na vida, o que tinha era o suficiente. O mais importante eram os filhos e estar junto deles.

(estou no trabalho e tento não chorar)

Depois, depois foi todo o resto. Tios e primos desapareceram justificando-se com a atitude do meu pai. Eu e o meu irmão ficámos completamente entregues ao nosso destino. O meu pai saiu de casa e desligou tudo, o meu irmão ainda estudava e não tinha forma de pagar as contas, nem sequer para comprar comida. Mas Deus ajudou-o e rapidamente começou a trabalhar. Depois foi a questão do perdão. Durante 2 anos não falei com o meu pai. Nem sequer o queria ver. As pessoas diziam-me para eu o perdoar, só assim conseguia viver bem comigo, caso contrário iria ter sempre essa ferida aberta. Finalmente aceitei "perdoá-lo" e hoje em dia falamos, não muito tempo, mas nunca consegui esquecer aquilo que ele fez.

Já tinha comprado casa e fui viver para Massamá. Na altura já namorava com aquele que é hoje o meu marido. A nossa relação foi muito afectada com tudo o que aconteceu e as coisas não começaram bem.

Eu tinha saído de uma situação terrivel e precisava de alguém que me desse "colo" . E entrei numa espiral de insegurança e medo sem precedentes. A coragem e a força que tive durante aquele processo tinham agora desaparecido e davam lugar ao pânico e ao medo da morte eminente. Comecei com os antidepressivos e não havia melhoras. Tinha ataques de pânico em todo o lado. A minha vida passou a estar limitada à casa e trabalho. Não ía a supermercados, cinemas ou centros comerciais, locais com muita gente, achava que podia morrer a qualquer minuto. Tinha fobia social e de espaços com muitas pessoas. Psiquiatras e mais psiquiatras. Conclusão, não estava a ser capaz de fazer o luto. Mais antidepressivos. A dada altura achei que não valia a pena continuar e pensei no suicidio. Em casa as coisas não estavam bem. Sentia-me sózinha como sempre me senti. Não havia lugar a mimos nem atenções. Sentia-me pequena e miserável. O egoismo dos outros falava mais alto e eu ficava para 2º plano. Olhava à minha volta e pensava, porquê? Será que não mereço mais que isto?

Cinco anos de antidepressivos e nada. Até que nasceu a Carolina e aí senti de novo esperança para continuar a viver. Por ela valia a pena estar cá. Deixei os antidepressivos e tudo parecia no bom caminho, mas sempre só, eu e ela. Depois adoeci com uma patologia auto imune e estive internada 2 vezes no ano em que ela nasceu. Aguentei firme e cá estava eu de novo para a minha filha. Tinha diplopia (visão dupla) e nunca deixei de trabalhar. Ía buscar a Carolina ao colegio e conduzia com um olho fechado.
Em casa, o mesmo de sempre, a ausência. No trabalho, um Director exigente e pouco afável. Fechava-me (e ainda o faço) no gabinete e só almoço mais tarde depois da confusão. Os meus colegas dizem que eu me isolo e isso não é bom. Desculpem, mas eu não tenho paciência para futilidades.

Aos 39 anos, numa consulta de rotina anual é-me diagnosticado cancro da mama. E num segundo o meu pensamento foi para a minha mãe. NÃO! Não vou ter aquele final. Rejeito! Vou lutar por mim todos os dias da minha vida. Quero viver por mim e pela minha filha.

Depois veio a questão deveras brutal: E a mama? Como lida com o facto de ter perdido a mama?

"Para ser sincera, não me custou muito. Não sei porquê, se calhar porque já tinha visto isso antes. Mas o que me dói é a pergunta da minha filha sempre que me vê nua: Mãe, quando é que tens a maminha? Essa sim, custa a valer. Estou em fila de espera, 4 ou 5 anos disse eu. Já que não posso fazer no privado, não tenho 25 mil euros, a não ser que faça um empréstimo para ter uma mama e ser igual às outras mulheres! Se fosse funcionária publica pagava 2500 euros, assim como trabalho no privado pago 25.000 euros. - Oh Isabel, não é justo! Trabalha para o mesmo, tal como os outros. " Pois é Dr. mas é o país que temos. Escreva à ministra, não fique parada, escreva, pelo menos reinvindique pelos seus direitos, eu escrevo sempre. Pois é, mas eu não sou médica, o meu barulho provoca menos ruído que o seu, com todo o respeito, Dr. Até lá olho todos os dias para mim e digo: "Vales muito mais do que uma simples mama". Importante mesmo é estar viva e estar com a minha filha. É assim que passamos a relativizar as coisas."

Durante a consulta, tentei conter as lágrimas várias vezes. Disse-lhe que precisava de apoio psicológico porque no 1º ano foi tudo muito rapido, reagi e não houve tempo para pensar. Só mais tarde é que tomei consciência das coisas e aí surgiram de novo os medos.

Levantou-se e disse-me:"tenho muito orgulho em conhecê-la, tem sido uma super mulher."

E eu disse: "também acho, sou um osso duro de roer."

Posso dar-lhe um abraço? Perguntou ele.

"Claro!"

Finalmente, tinha encontrado alguém que reconheceu o meu valor, o meu carácter, a minha forma de estar na vida.

"Fica com o meu telemóvel e quero que se sinta à vontade para me ligar sempre que necessitar." "Muito obrigado, Dr." respondi.

Senti que foi mais uma consulta de psicoterapia do que de oncologia, mas tal como ele disse, é fundamental ter cabeça limpa para enfrentarmos todo o resto.

Acredito que existe algures uma energia suprema que me dá esta força para continuar. Não sei bem o quê, mas existe!
E aqui, nesta dimensão terrena eu vou continuar à procura daquilo que nunca tive...

24 comentários:

Nela disse...

Já te tinha ouvido contar a tua história, mas lê-la parece que ainda foi mais difícil. Talvez porque, ao vivo, acompanhas sempre as coisas com um grande sorriso.
Que posso dizer? Nada.
Confirmo o que o médico disse.
Também eu gosto muito de te conhecer e de te ter como amiga.
Depois, havemos de falar aí sobre umas coisas... Mando-te por mail.
Jinhos

Cris VIC disse...

Espero que encontres, porque mereces ...

Mrs. Sea disse...

Hoje admiro-te ainda mais! És uma super mulher!
E o teu mano?! Nunca te ajudou?!
Desejo-te toda a força do mundo! Deus está para ti também... e acredito que seja essa a força suprema que nunca te deixou desistir!
Bjins linda e super mulher!

Mimas disse...

Ai Imel, Imel, eu acho que estás a precisar de um almocinho das CLAC's lá no nosso cantinho, na nossa mesinha tipo Cavaleiras da Tavola Redonda, não cura mas ajuda de certeza, é ou não é?!

Pois porque de resto nem sei que te diga a não ser que também eu gostei de ti logo à primeira, espertalhão do Sr. Dr!

Beijinhos amiga e força, tudo se irá resolver e tudo irá ficar bem.

Lina Querubim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lina Querubim disse...

Estar-mos sempre ao pé da nossa Mãe até que Ela precise é muito importante para nós é aí que me identifico contigo!
Beijos

Bichette disse...

Um "câlin" muito apertado para ti, só nos encontramos uma vez mas fiquei rendida pela tua simpatia e agora cheia de admiração pela tua
força interior, grande mulher!
"Bisous" tambem para a Mafalda

Lina Querubim disse...

Imel
desculpa mas não aguento estou em lágrimas...Olha...sê feliz que Deus te propocione aquilo que não tiveste e deixo-te um abraço e beijinho do tamanho do mundo!!!!
E o Médico é muito humano é o que se espera de todos mas nem sempre acontece e és realmente uma Mulher com M que merece tudo de bom!!!!

Isa disse...

Imel, não conhecia a tua historia, so a parte do teu cancro da mama.MAs amiga, que força que tens tido, continua, es especial, és guerreira.
Tenho orgulho em ti.
um beijinho grande, muito grande mesmo

imel disse...

Pois é amigas, a Nela tem razão quando diz, que eu "acompanho sempre as coisas com um grande sorriso". É por isso mesmo que sempre desdramatizaram o meu "queixume". Porque apesar de tudo ainda consigo sorrir e é assim que quero continuar, haja ou que houver. Sempre achei que os outros não têm culpa dos meus problemas, e por isso mantenho-me bem disposta como se fosse a mulher mais feliz do Mundo. Tanto no trabalho como no meu pequeno circulo de amizades, acham sempre que estou na maior. Até na familia julgam que as coisas me passam ao lado sem deixar mazelas. Bizarro não é? Por isso digo-vos, não sou poupada em nada. Devem julgar que estou a tratar de uma simples constipação. É o preço a pagar pelo meu "estupidificante sorriso".

Beijo grande a todas que por aqui passam.

Alda disse...

Imel, não conhecia a tua história de vida... mas que história...
Quem não te conhece bem, quem é que vai imaginar o que está por trás desse teu lindo sorriso?
Gostei muito de te conhecer, e de te ter como amiga!És uma grande Mulher!!! Gosto muito de ti!
Que tenhas uma boa recompensa por tanto sofreres! Beijinhos grandes para ti, e para a Mafaldinha.

IsaLenca disse...

Imel, que o teu sorriso te acompanhe sempre. Mas se tiveres que fazer cara feia à nossa frente, força! É para isso que as Amigas existem. E estou como a Mimas - um almoço ou um lanche - pode resultar num bálsamo, mesmo que dure apenas 1 ou 2 dias. São todos esses pedaços bons, mesmo que pequenos, que fazem a diferença.
Eu já o sabia mas torno a dizer, além de uma mulher grande és uma Grande Mulher! E fazes com que nós tenhamos orgulho em ser Mulheres.
Lembra-te que agora não estás sózinha. Tens Amigas e eu sou uma delas. Quando precisares, podes fazer-me caretas á vontade!
Bjs

imel disse...

OBRIGADO AMIGAS!

um xi grande a todas vós.

Ana Paula disse...

Bom dia, não a conheço pessoalmente mas a sua história é arrepiante...
De facto é uma mulher com letra grande. Bravo!!!
Gostaria de ter um encontrado um médico assim humano e disposto a ouvir.

Beijinhos

Anônimo disse...

Infelizmente temos ainda demasiados casos como o seu nesta sociedade de cariz acentuadamnte machista.

Não sei se teria a sua capacidade para no fim de tudo porque passou a sua mãe e a Imel, ainda perdoar.

É preciso uma capacidade superior de amar o outro para voltar a dar a mão. Da minha parte, perante uma situação como a que relatou, não sei... perdoar talvez, esquecer nunca.

Um grande beijo, muita coragem, felicidade sobretudo muita saúde

CP

Anônimo disse...

Quando estava a ler... senti que isto era uma espécie de "dar á luz" e não sei porque veio-me esta música http://www.youtube.com/watch?v=Xfhga2chcA8

beijos, RU

Visitante disse...

Olá, Isabel

Vim parar aqui através do blog da Isa Guerreiro, a quem chamo por graça a "Alentejanita Bonita".

Como homem, serei menos atreito ao cancro de mama. No entanto, isso não impede que me sensibilize com casos como o seu.

Embora não sendo ninguém para me colocar na pele seja de quem for - pois só quem vive os problemas é que sabe... -, quero deixar-lhe aqui uma palavrinha de apoio.

... e dizer-lhe que chamei a atenção para o seu caso no meu blog.

Um beijinho
Visitante

Cristina J. disse...

Imel,
Eu fui trnasportada a uma mesa de café do Fórum Almada... aquela que ocupámos as três num dia que podia ser como outro qualquer, mas não foi. Foi quando te conheci a ti.

Já sabia da tua história, esta mesma que me contaste com o tal sorriso nos lábios. Nem por isso eu a desvalorizei, pelo contrário, dei-te ainda mais valor como ser humano.
O sorriso é fácilmente desmascarado por quem também dele se serve para mascarar. O teu não me aqueceu a frieza da tua história, nem por um segundo.
Agora, tenho-te a dizer que és ainda uma pessoa maior por teres a capacidade de contar tudo isto com um sorriso tão doce e tão bonito como o teu.
A amargura da vida não te amargurou a doçura que tens dentro de ti e que todas nós vimos logo no primeiro contacto.
`
És uma grande amiga, uma mulher linda e foste uma filha brilhante.

O teu médico soube, também ele, ver isso. Por isso te abraçou.

Uma bjoka grande e ainda hás-de conseguir tudo o que mereces. Deixa a porta encostada, não a feches.

imel disse...

...e a sorrir, eu mando-vos um beijo!

mari-lou disse...

Esperança


Apesar de todos os obstáculos
que encontro pela minha vida,
apesar dos contratempos que me deparo,
apesar das portas fechadas que vejo,
apesar das dificuldades que enfrento,
ainda assim, tenho a esperança.

A esperança vive em mim,
amanhece comigo,
percorre o dia todo
e, quando anoitece, ela está ainda mais fortalecida.

Quando meus pensamentos estão confusos
e minhas idéias não são decifráveis,
não desisto!

Lembro-me da esperança que me move...

Quando meu caminho está tortuoso,
e minhas chances são diminuídas,
lembro- me da esperança
que devo ter sempre...

Esperança
é a certeza de que algo de bom vai acontecer,
é a confiança que tudo vai dar certo.

Todos devemos ter essa esperança,
para que não nos sintamos caídos,
para que nosso dia seja menos tumultuado,
e para que nosso coração esteja menos pesado.

Desejo a você
que também tenha sempre a esperança,
que ela permaneça sempre em seus pensamentos.

Desejo que você nunca desista,
porque enquanto houver a esperança,
nenhum sonho está perdido!

"Que as estrelas iluminem e guiem seus passos!!"


Isabel lembras-te do dia em que te enviei este poema?
Eu senti que estavas triste mas nunca pencei que fosse assim mas mais uma vêz te digo és uma linda e grande mulher.

Beijinhos e força amiga,e como diz a Mimas isso quer um almoçito breve.

LOVENOX disse...

Não lhe vou dizer ainda nada de especial, apenas que vejo casos como o seu todos os dias, conheço mesmo um exemplo fantástico de alguém com 32 anos médica, filha de médicos e mulher de médico e doente de cancro da mama, não lhe vou dizer quem sou, onde trabalho, apenas que vos vejo com os meus olhos, sim, porque você é como todas as nossas doentes, umas mais deprimidas, outras menos, todas mas mesmo todas corajosas, sim, porque por menos coragem que se tenha, vocês têm sempre mais do que nós, vocês sabem viver o dia a dia com olhos de ver e nós, sim, nós que trabalhamos com vocês e que muitas vezes não temos problemas de maior somos uns fracos, minha miga os vossos olhos dão-me alegria todos os dias porque são olhos de lutadoras, virei aqui mais vezes, porque tenho mesmo que vir, este sim é um blog de valor....

Gigi disse...

Minha amiga, não fazia ideia da tua história.

Como te admiro, como te respeito, cada dia mais.

beijnhos grandes.

May Alek disse...

Imel, fiquei muito tocada com sua história. Você é uma pessoa muito forte.
Um beijo carinhoso.

Anônimo disse...

Não contava com isto, como é possivel?
Admiro-te, se me acho uma super mulher, então tu és o quê?
Muitos beijinhos
Is@