26 de março de 2009

A Carol está apaixonada


Ontem a minha princesa veio ter comigo com um caderno na mão e disse-me:

"Mãe lê baixinho".

"Tá bem". disse eu"

Depois foi ter com o pai e pediu-lhe o mesmo. "Pai lê baixinho".

E dizia assim: "Afonso, gosto muito de ti e amo-te muito".

O pai olhou para mim, riu-se e disse: "Que bonito, filha, eu também gosto do meu genro".

E eu controlei-me para não rir. E perguntei: "Gostas mesmo dele, não é?"

"É mãe, ele é muito querido para mim".

" E achas que ele quer namorar contigo?", perguntei eu.

E ela respondeu "Eu perguntei-lhe,.. Queres ser meu namorado? E ele disse-me: Não quero namorar contigo, quero ser teu marido!"

Depois disto não há nada a dizer. Resta-me só ir pensando no enxoval.

25 de março de 2009

Hora do Planeta 2009


O MUNDO VAI APAGAR AS LUZES PELA HORA DO PLANETA 2009


*377 cidades, incluindo Lisboa, já aderiram e número de países participantesduplicou relativamente a 2008

... Faltam poucos dias para que o mundo fique às escuras pela iniciativa da WWF - *Hora do Planeta* e esta campanha que pretende alertar a opinião pública para as questões relacionadas com as alterações climáticas, já apresenta fortes sinais de ser a maior plataforma voluntária de cidadãos alguma vez testemunhada a nível mundial.


A pouco menos de quatro dias de se realizar a Hora do Planeta 2009, os números e expectativas anteriores estão a ser completamente ultrapassados: 377 cidades em 74 países, onde se inclui Lisboa, aderiram já a este apagão de uma hora marcado para o dia 28 de Março, às 20H30.


Em Portugal, estima-se que 500 000 pessoas (em média 100 000 lares)possam aderir à Hora do Planeta, desligando as suas luzes.


Divulguem.......sff :)

23 de março de 2009

A vida, nua e crua


Na passada 6ªf. tive com a consulta de oncologia no Hospital da Luz. Acho que é sempre bom ter um acompanhamento em paralelo. O médico foi-me referenciado por uma amiga minha e decidi conhecê-lo. Houve desde logo uma empatia reciproca e as 2h e meia passaram sem eu me dar conta do tempo. É uma daquelas pessoas, tal como ele disse, "básica", i.e. simples no trato, ouve o doente e fala de forma a que todos possam entender. Diz que é fundamental o doente sentir-se confortavel com o médico e para isso tem de haver confiança de ambas as partes. Analisa o estado psicológico do doente, que segundo as suas palavras, "o estar bem" é tão ou mais importante do que as quimios ou herceptin's.

Depois de falarmos da parte fisica e das minhas queixas nas articulações, que parecem ser consequência dos tratamentos, e de ter visto os exames e analises, éis a fundamental e singela questão: Que tal a psique?

Pois..., essa questão já vive comigo há 15 anos. E depois contei um pouco da minha vida (não tão detalhada)...

Venho de uma familia simples, composta por mãe, pai e irmão. A minha relação com o meu pai nunca foi boa. Sempre foi um pai ausente, bastava pagar as contas da casa e da educação para cumprir o seu papel, acreditava ele. A nossa mãe era o pilar da casa e da familia. Era ela que nos dava a educação e o amor, o carinho e nos ouvia quando vinhamos da escola e já mais tarde quando eu chegava do trabalho e fazia o relato da minha jornada.

Quando eu tinha 24 anos, o meu irmão 14 e a minha mãe 46, foi-lhe diagnosticado um cancro da mama. A partir daí foi um caos. O meu pai arranjou outra mulher e decidiu ser um carrasco para nós, principalmente para a minha mãe, de tal forma que me é dificil passar para palavras o comportamento vil que ele teve durante 3 anos e meio. No entanto, descrevo apenas uma ou outra passagem para terem uma ideia do cenário dantesco.

Nas visitas ao hospital, dizia-lhe "agora vou ter com a outra, porque tu já estás a morrer". Um dia a minha mãe ligou-me e chorava ao telefone, "o pai escondeu a comida toda do frigorifico para eu não comer, diz que quer que eu morra depressa". Nesse dia vim a correr para casa e discuti com ele e ele bateu-me e só o meu irmão é que me livrou das mãos dele.

Quando entrava no quarto dela dizia, "quando é que morres? Despacha-te!"

Eu vivi este pesadelo 24h por dia. Mas nunca a abandonei, nunca! Fui com ela aos tratamentos, estava presente nas consultas e ouvi algumas palavras de esperança, mas poucas. O meu irmão era miudo e não queria ver a mãe sofrer, por isso só vinha a casa para comer e dormir. O meu pai só aparecia à noite e era um inferno. Eu tentava conciliar o meu tempo entre o trabalho e a assistência necessária à minha mãe. Uma vez ligaram-me para o trabalho para eu ir depressa que ela tinha tentado suicidar-se. Não sei como cheguei a casa, sei que não sentia as pernas e chorava compulsivamente todo o caminho. Ambulância, hospital, isto aconteceu várias vezes. O estado dela ía piorando e eu lá estava para prestar todos os cuidados que conseguia. E estava sózinha, profundamente sózinha. Andava sob o efeito de calmantes e mesmo assim tinha ataques de pânico. As minhas tias que viviam na mesma rua não quiseram saber. Não queriam sofrer e por isso evitavam ir a casa. Todos se protegeram, o egoismo falava mais alto. Passaram 3 anos e ela era doente terminal. Da ultima vez que foi a Odeceixe ver a minha avó, mãe dela, até esta discutiu com ela por causa de umas partilhas. Viémos embora naquele minuto e veio a chorar o caminho todo. Todos lhe viráram as costas, porquê? Não sei e nunca vou perceber, era demoniaco, não encontrava explicação para aquilo estar a acontecer. Ela sempre foi uma mulher altruista, sempre foi amiga dos irmãos e de toda a familia. Ajudava todas as pessoas que estavam ao seu redor. Amiga e boa colega.

Depois o pior. Morrer no hospital ou em casa e eu respondi ao medico: em casa, ao pé de mim, sem sombra de duvidas, eu quero a minha mãe sempre comigo até ao fim! A partir dali, é dificil contar-vos. Foram 3 semanas dum sofrimento tão grande, mas tão grande que não há palavras. Vim para casa de assistência à familia e fiz o melhor que consegui, sabia como ía acabar, ou pelo menos achava que sabia. Mas nunca se sabe. Foi à cama e nunca mais se levantou. Entregou-se, tinha decidido morrer e depressa. Deixou de falar. Eu tratava dela. Lavava-a. Dava-lhe de comer, enquanto ela quis, porque depois recusou-se e era muito dificil alimentá-la. Mudava-lhe a fralda. lavava-lhe os dentes. Penteava-a. Queria que ela estivesse sempre bonita. E ainda estás, mãe! Por fim já estava a oxigènio.

Nessa noite, os enfermeiros disseram que era a ultima. Vieram os meus tios e estavamos todos juntos às 6:00 da manhã. Ela partiu e naquele mesmo instante deixou cair uma lágrima e eu "aterrei" em cima dela, não aguentei.

Nunca viajou. Ela dizia que gostava de ir à Madeira, mas nunca foi. Nunca saiu do "buraco". Humilde na vida, o que tinha era o suficiente. O mais importante eram os filhos e estar junto deles.

(estou no trabalho e tento não chorar)

Depois, depois foi todo o resto. Tios e primos desapareceram justificando-se com a atitude do meu pai. Eu e o meu irmão ficámos completamente entregues ao nosso destino. O meu pai saiu de casa e desligou tudo, o meu irmão ainda estudava e não tinha forma de pagar as contas, nem sequer para comprar comida. Mas Deus ajudou-o e rapidamente começou a trabalhar. Depois foi a questão do perdão. Durante 2 anos não falei com o meu pai. Nem sequer o queria ver. As pessoas diziam-me para eu o perdoar, só assim conseguia viver bem comigo, caso contrário iria ter sempre essa ferida aberta. Finalmente aceitei "perdoá-lo" e hoje em dia falamos, não muito tempo, mas nunca consegui esquecer aquilo que ele fez.

Já tinha comprado casa e fui viver para Massamá. Na altura já namorava com aquele que é hoje o meu marido. A nossa relação foi muito afectada com tudo o que aconteceu e as coisas não começaram bem.

Eu tinha saído de uma situação terrivel e precisava de alguém que me desse "colo" . E entrei numa espiral de insegurança e medo sem precedentes. A coragem e a força que tive durante aquele processo tinham agora desaparecido e davam lugar ao pânico e ao medo da morte eminente. Comecei com os antidepressivos e não havia melhoras. Tinha ataques de pânico em todo o lado. A minha vida passou a estar limitada à casa e trabalho. Não ía a supermercados, cinemas ou centros comerciais, locais com muita gente, achava que podia morrer a qualquer minuto. Tinha fobia social e de espaços com muitas pessoas. Psiquiatras e mais psiquiatras. Conclusão, não estava a ser capaz de fazer o luto. Mais antidepressivos. A dada altura achei que não valia a pena continuar e pensei no suicidio. Em casa as coisas não estavam bem. Sentia-me sózinha como sempre me senti. Não havia lugar a mimos nem atenções. Sentia-me pequena e miserável. O egoismo dos outros falava mais alto e eu ficava para 2º plano. Olhava à minha volta e pensava, porquê? Será que não mereço mais que isto?

Cinco anos de antidepressivos e nada. Até que nasceu a Carolina e aí senti de novo esperança para continuar a viver. Por ela valia a pena estar cá. Deixei os antidepressivos e tudo parecia no bom caminho, mas sempre só, eu e ela. Depois adoeci com uma patologia auto imune e estive internada 2 vezes no ano em que ela nasceu. Aguentei firme e cá estava eu de novo para a minha filha. Tinha diplopia (visão dupla) e nunca deixei de trabalhar. Ía buscar a Carolina ao colegio e conduzia com um olho fechado.
Em casa, o mesmo de sempre, a ausência. No trabalho, um Director exigente e pouco afável. Fechava-me (e ainda o faço) no gabinete e só almoço mais tarde depois da confusão. Os meus colegas dizem que eu me isolo e isso não é bom. Desculpem, mas eu não tenho paciência para futilidades.

Aos 39 anos, numa consulta de rotina anual é-me diagnosticado cancro da mama. E num segundo o meu pensamento foi para a minha mãe. NÃO! Não vou ter aquele final. Rejeito! Vou lutar por mim todos os dias da minha vida. Quero viver por mim e pela minha filha.

Depois veio a questão deveras brutal: E a mama? Como lida com o facto de ter perdido a mama?

"Para ser sincera, não me custou muito. Não sei porquê, se calhar porque já tinha visto isso antes. Mas o que me dói é a pergunta da minha filha sempre que me vê nua: Mãe, quando é que tens a maminha? Essa sim, custa a valer. Estou em fila de espera, 4 ou 5 anos disse eu. Já que não posso fazer no privado, não tenho 25 mil euros, a não ser que faça um empréstimo para ter uma mama e ser igual às outras mulheres! Se fosse funcionária publica pagava 2500 euros, assim como trabalho no privado pago 25.000 euros. - Oh Isabel, não é justo! Trabalha para o mesmo, tal como os outros. " Pois é Dr. mas é o país que temos. Escreva à ministra, não fique parada, escreva, pelo menos reinvindique pelos seus direitos, eu escrevo sempre. Pois é, mas eu não sou médica, o meu barulho provoca menos ruído que o seu, com todo o respeito, Dr. Até lá olho todos os dias para mim e digo: "Vales muito mais do que uma simples mama". Importante mesmo é estar viva e estar com a minha filha. É assim que passamos a relativizar as coisas."

Durante a consulta, tentei conter as lágrimas várias vezes. Disse-lhe que precisava de apoio psicológico porque no 1º ano foi tudo muito rapido, reagi e não houve tempo para pensar. Só mais tarde é que tomei consciência das coisas e aí surgiram de novo os medos.

Levantou-se e disse-me:"tenho muito orgulho em conhecê-la, tem sido uma super mulher."

E eu disse: "também acho, sou um osso duro de roer."

Posso dar-lhe um abraço? Perguntou ele.

"Claro!"

Finalmente, tinha encontrado alguém que reconheceu o meu valor, o meu carácter, a minha forma de estar na vida.

"Fica com o meu telemóvel e quero que se sinta à vontade para me ligar sempre que necessitar." "Muito obrigado, Dr." respondi.

Senti que foi mais uma consulta de psicoterapia do que de oncologia, mas tal como ele disse, é fundamental ter cabeça limpa para enfrentarmos todo o resto.

Acredito que existe algures uma energia suprema que me dá esta força para continuar. Não sei bem o quê, mas existe!
E aqui, nesta dimensão terrena eu vou continuar à procura daquilo que nunca tive...

21 de março de 2009

Imagem que fala por si


Eu sei, não tenho os direitos de utilização, mas não resisti!

Adorei esta foto.
Mulheres iguais e tão diferentes. Mães, esposas, companheiras, amigas. Mulheres cuja adversidade as fortaleceu. Mulheres que festejam cada dia das suas vidas. Mulheres que vêem a beleza das coisas simples. Mulheres que fazem a diferença!
A todas, um grande bem haja! E obrigado por existirem!

19 de março de 2009

As 7 magnificas


4, 5, 11, 12, 18 e 19 de Abril
Cine Teatro-Casa da Cultura de Rio Maior
2 de Maio- Cine-Teatro de Alcobaça
Mais informação no blogue:http://equemnaotemcao.blogspot.com

12 de março de 2009

YUPI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ainda não li tudo, mas o que interessa é dizer:


VENCESTE AMIGA!!!!!! GRANDE GIGI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

11 de março de 2009

4 de março de 2009

A postar do Lab

Pois é miudas, cá estou eu a postar directamente do meu local de trabalho.

Nem vos digo nada, estava tão nervosa que só consegui dormir as primeiras 2 h e fiz vela o resto da noite. A recepção foi calorosa e fizeram sentir-me de novo em casa. Agora vamos doucement para evitar estragos.

Beijokas grandes e fiquem bem